“Anonymous deve ser vigiado pelo governo”
Por Rafael Cabral
Documento do Ministério da Segurança Interna mostra que EUA quer vigiar grupo de perto

O Anonymous precisa ser monitorado.  Essa é a conclusão de um relatório de seis páginas escrito por um órgão subordinado ao Ministério da  Segurança Interna dos Estados Unidos e vazado para a internet nesta quinta-feira.
Hackers ligados ao grupo voltaram a chamar a atenção do governo norte-americano por causa dos protestos contra o capitalismo financeiro, que reúne manifestantes na frente da Bolsa de Wall Street.  Mais de 700 pessoas ligadas ao #OccupyWallStreet já foram presas.
O estudo faz uma análise detalhada das origens, atividades e motivações políticas do grupo, detalhadas ano a ano. Destaque especial para os últimos dois:
“O Anonymous aumentou sua notoriedade em 2010 com uma série de ataques mais complexos, motivados pela prisão do soldado norte-americano Bradley Manning por uma conexão com o Wikileaks, que resultou na liberação de centenas de documentos secretos do governo na internet.
Apesar de as ações anteriores do Anonymous terem sido justificadas como visões sobre a liberdade de expressão, suas declarações públicas mostram que a real intenção era retaliar os Estados Unidos pela custódia de Manning.
Em 2011, o Anonymous reforçou ainda mais suas atividades, mirando tanto o setor público como privado. Vários dos ataques realizados usaram o DDoS como sua ferramenta primária, enquanto outros usar outras técnicas. O grupo justificou quase todos os ataques conduzidos entre 2010 e 2011 citando injustiças sociais e políticas cometidas por cada organização vítima”.
O documento conclui que tanto o Anonymous quanto o Lulz Sec devem ser vigiados de perto pelo Centro Integrado de Comunicação e Cibersegurança dos Estados Unidos (NCCIC, na sigla em inglês), subordinado ao Ministério. Isso porque ambos poderiam atrair hackers ainda mais habilidosos, o que causaria um “enorme prejuízo para corporações e governos”.
Os manifestantes já teriam conseguido atingir “alto nível de criatividade e habilidade para usar técnicas complexas para atingir múltiplas redes” e poderiam ainda “contratar atores mais capazes, que criariam procedimentos mais sofisticados às estratégias dos grupos”.

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