sábado, 21 de maio de 2016

Asma a cura! e o triste exemplo do xaxim

Um pesquisador gaúcho, Elzo Ferreira, desenvolveu um suplemento de vitaminas que pode auxiliar, uma imensa quantidade de pessoas portadoras de doenças pulmonares e respiratórias, como a asma, por exemplo, a combaterem e resistirem aos graves efeitos da doença. Com resultados animadores em laboratório, onde em 90% dos testes a asma foi curada, o princípio ativo misturado ao suplemento vitamínico foi isolado a partir de uma planta bem conhecida: o xaxim (Dicksonia selowiana), chamada de samambaiaçu. Uma espécie florestal nativa das florestas de araucárias da região sul, especialmente nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, cujos institutos estaduais de tecnologia apoiaram a realização da pesquisa. Até aqui nada mais animador e inspirador. Uma pesquisa genuinamente nacional, realizada por pesquisadores brasileiros, com apoio de institutos estaduais der pesquisas, que consegue como resultado a extração de um princípio ativo, para cura da asma, de uma planta comum nos ecossistemas sulinos e que, melhor ainda, historicamente, vem sendo explorada no modo extrativista de produção, o que beneficia uma grande quantidade de pequenos produtores rurais tradicionais. Ou seja, para resumir, trata-se de uma pesquisa cujo resultado beneficia a todos.

Elzo Ferreira
Estão de parabéns o pesquisador, as organizações de fomento, a população afligida pela asma e os extrativistas. Mas, como bom senso não é comum por aqui, não é nada disso. O trauma, do pesquisador e de todos, começa quando alguém lembra que a exploração do xaxim é proibida. Em todos os estados do sul desde 1992 e em nível nacional a partir de 2000, o extrativismo do xaxim foi banido sob a bizarra justificativa de que a espécie corre risco de extinção. Por outro lado, não pode ser cultivada, pois uma vez domesticada, não apresenta o mesmo princípio ativo existente no ecossistema natural. Ora, se não há como extrair o princípio ativo da espécie de ocorrência natural, presente nos ecossistemas nativos, o que reforçaria a tese de uma biodiversidade rica e de valor estratégico inestimável, que poderá significar riqueza e prosperidade para todos os brasileiros em um futuro próximo, se tudo isso são firulas e não passam de demagogias, resta somente sintetizar o princípio ativo. A tristeza aumenta nessa hora. Ocorre que depois de uma intensa busca na farmacopeia de vários países, o pesquisador encontrou registros do mesmo princípio ativo sintetizado pela farmácia francesa e espanhola. Resumo da tristeza. O suplemento vitamínico vai ser produzido com o princípio ativo sintético, vai gerar riquezas alhures, na falsa idéia de que dessa maneira o xaxim nosso estará protegido da extinção. Com um final mais triste ainda, a história, como todos que estudam o potencial da diversidade biológica de regiões como a Amazônia estão cansados de presenciar, vai se repetir. Os órgãos de controle não conseguem monitorar o imenso território. O mercado marginal continua pressionando pelo recurso florestal. A espécie será explorada da pior forma e com elevados índices de degradação e, enfim, a possibilidade do manejo florestal daquela espécie vai por água abaixo. Isso já aconteceu com o pau rosa, está acontecendo com a paca, queixada, catetu, capivara, jabuti, orquídeas e assim vai. A garantia da manutenção da biodiversidade esta em seu uso econômico e não há melhor uso econômico, que aprecia e remunera o valor da floresta, que o uso medicinal como a fitoterapia. Que se criasse uma Reserva Extrativista do xaxim ou se encontrasse outra solução, afinal a garantia da Biodiversidade é que deveria ser a prioridade. Écio Rodrigues * Professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Engenheiro Florestal, Especialista em Manejo Florestal e Mestre em Economia e Política Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Doutor em Desenvolvimento Sustentável pelaUniversidade de Brasília (UNB).

Vídeo postado em 3 de fev de 2009
Reportagem exibida na repetidora da Rede Globo no Jornal do Almoço referente a esta grande descoberta. Asma, Bronquite, Rinite e Sinusite.


A quem interessar possa aqui tem a pagina do Asmazol no Facebook e abaixo a pagina do doutor Elzo Ferreira: https://www.facebook.com/oasmazol/
https://www.facebook.com/elzo.ferreira.3

sexta-feira, 20 de maio de 2016

O Espírito de Nikola Tesla vive!

 Um gênio de 13 anos criou um dispositivo de energia livre. 



O Espírito de Nikola Tesla vive! Um gênio de 13 anos criou um dispositivo de energia livre. Parece que a energia livre pode estar disponível para todos, afinal.

Albert Einstein, Nikola Tesla, e Leonardo da Vinci, entre outros, tornaram-se a inspiração para muitos jovens mentes brilhantes. Mas parece que um deles, Nikola Tesla, inspirou um garoto de 13 anos chamado de Max Loughan, a se tornar um jovem inventor que quer mudar o mundo. Na verdade, Max afirma que ele conhece toda a sua vida e que o seu objetivo é o de inventar coisas novas, a fim de fazer o mundo um lugar melhor.

Além disso, a verdade é que ele está no caminho certo ja que ele pode ter criado um dispositivo de energia livre que poderia mudar a maneira como usamos energia.

"Por mais extravagante que pareça, desde o meu primeiro dia neste planeta eu sabia que fui colocado aqui por uma razão", disse Max.

O dispositivo que está no caminho certo para tornar a vida um pouco mais fácil para muitas pessoas foi inventado no quarto de seu pai que virou um verdadeiro laboratório.

Olhando para o dispositivo revolucionário, você não pode deixar de notar as semelhanças com a "Bobina de Tesla" famosa de Nikola Tesla. Na verdade, o dispositivo criado pelo jovem gênio opera em alguns dos mesmos princípios descritos pelo "pai" da eletricidade a mais de cem anos atrás. O que torna o dispositivo recém-criado ainda mais legal é o fato de que é extremamente fácil: Colhendo energia eletromagnética da atmosfera da Terra, que em seguida, é convertida em corrente contínua, que pode ser utilizado para alimentar dispositivos eletronicos.

O dispositivo construído por Max é feito de materiais que custam menos de 15 dólares. De repente, a energia livre não parece estar tão longe assim, não é ?

"Eu criei uma colhedora eletromagnética com uma lata de café, alguns fios, duas bobinas, e uma colher."

Em uma entrevista com KTVN Canal 2, o jovem inventor demonstrou e explicou como o seu dispositivo de energia livre funciona.


Max e seu invento

Enquanto mostra o seu invento, Max usa a corrente produzida por sua máquina para alimentar um conjunto de luzes LED que colocou em torno de seu irmão. (Veja o video)

A colhedora é de confiança para conduzir ondas de rádio, térmica e energia estática, e transforma-la em energia elétrica utilizável.

"Este fio leva energia a partir do ar."

"Transformando AC para DC"

O que este rapaz alcançou é impressionante, mas o fato de Nikola Tesla conseguir inspirar jovens inventores décadas depois a criar invenções incriveis é algo extremamente excitante!

"Meu verdadeiro objetivo é ajudar. E a inventar um futuro onde as pessoas podem ser felizes, e poderem estar são e salvas" – Max Loughan



Leia mais: http://www.new-age-gamer.com/news/o-espirito-de-nikola-tesla-vive-um-genio-de-13-anos-criou-um-dispositivo-de-energia-livre/

Eles criaram uma molécula capaz de destruir todos os vírus.




Com um tamanho gigantesco, Macromoléculas poderiam lutar contra várias doenças, lutando contra o que todos elas têm em comum.

Apesar de ser as formas mais simples de vida na Terra, os vírus são um dos maiores flagelos da humanidade. Encontrar uma maneira de protegê-los é uma tarefa que os cientistas têm até agora apenas parcialmente bem-sucedida. E é para encontrar uma cura para o ebola, zika ou mesmo uma simples gripe, é uma tarefa difícil. Cada vírus é muito diferente dos outros, e até mesmo a mesma cepa viral pode sofrer mutação e mudar rapidamente para se adaptar a qualquer condição externa. É precisamente por isso os médicos desenvolver uma vacina contra a gripe diferente a cada ano.

No entanto, uma equipe de pesquisadores do Instituto de Biotecnologia e Nanotecjología IBM em Cingapura tentou entender o que são as características que todos os vírus têm em comum. E usar esse conhecimento fez uma macromolécula que poderiam lutar contra vários tipos de vírus que infectam e nos pegar. A pesquisa acaba de ser publicado na revista Macromoléculas .
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inRead inventado por Teads
Durante seu trabalho, os cientistas decidiram ignorar o material genético do vírus, o principal objetivo de qualquer tratamento, porque ambos DNA e mudança RNA do vírus para vírus e também sofrer mutações rapidamente, tornando-se difícil para o ataque direto de drogas .

Em vez disso, os pesquisadores foram fixados em glicoproteínas , encontrado na parte externa de todos os vírus e aderir a células órgãos infectados, permitindo que os vírus realizar o seu trabalho e fazer-nos doentes Based para infectar as células. A partir daí, os investigadores criada uma macromolécula, que é basicamente uma molécula gigante composta de subunidades mais pequenas. E que macromolécula tem características que são fundamentais naluta contra o vírus.

Primeiro, ele é capaz de atrair qualquer vírus a ela por cargas eletrostáticas. E uma vez que o vírus está perto, a macromolécula está ligado a ele, de modo que o vírus já não pode aderir a outras células saudáveis. Finalmente, neutraliza os níveis de acidez do vírus, evitando que ele pode replicar.

Alternativamente arma, a macromolécula também contém um açúcar chamadomanose , que adere às células imunes saudáveis ​​e a força para se aproximar do vírus, de modo a que a infecção virai pode ser erradicadas mais facilmente.
Os pesquisadores testaram seu laboratório macromolécula contra uma série de vírus, incluindo o Ebola e febre de dengue, e descobriu que a sua invenção trabalhou como eles esperavam. Como indicado no artigo, juntaram-se as moléculas sobre as glicoproteínas da superfície do vírus, reduzindo o seu número. E manose impedido com êxito o vírus infectar células do sistema imunológico.

Tudo isso soa promissor, mas o tratamento ainda tem um longo caminho a percorrer antes que possa ser usado como um desinfetante ou mesmo como uma pílula potencial que poderia tomar para prevenir e tratar infecções virais.No entanto, ele representa um grande passo na direção certa na luta contra o vírus: descobrir o que todos eles têm em comum para criar um tratamento eficaz e capaz de acabar com eles.
Fonte: http://abcblogs.abc.es/nieves/public/post/crean-una-molecula-capaz-de-destruir-todos-los-virus-17013.asp/
Publicado por José Manuel Nieves em 17 de maio de 2016

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Cooperativos ortogonais Assembléias Macromoleculares com Broad Spectrum atividade antiviral, alta seletividade, e Resistência Mitigação

Koji Ichiyama †, Chuan Yang ‡, Lakshmi Chandrasekaran †, Shaoqiong Liu ‡, Lijun Rong§, Yue Zhao§, Shujun Gao ‡, Ashlynn Lee ‡, Kenji Ohba †, Youichi Suzuki †, Yoshiyuki Yoshinaka∥, Kunitada Shimotohno⊥, Kei Miyakawa #, Akihide Ryo #, James Hedrick * ○, Naoki Yamamoto * †, e Yi Yan Yang * ‡
† Translational ID Lab, Departamento de Microbiologia, Yong Loo Lin Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Cingapura, 14 Medical Drive, # 15-02 Centro de Translational Medicine (MD6), Singapore 117599, Singapura
Instituto ‡ de Bioengenharia e Nanotecnologia, 31 Biopolis Way, Singapore 138669, Singapura
§ Departamento de Microbiologia e Imunologia (M / C 790), Universidade de Illinois em Chicago, 835 S. Wolcott, Chicago, Illinois 60612, Estados Unidos
Departamento de Virologia Molecular, Tokyo Medical and Dental University, Tóquio 113-8510, Japão ∥
⊥ O Centro de Pesquisa para a hepatite e Imunologia, Centro Nacional de Saúde Global e Medicina, 1-7-1, Kohnodai, Ichikawa, Chiba 272-8516, Japão
# Departamento de Microbiologia da Faculdade de Medicina, Kanagawa 236-0004, Japão Universidade cidade de Yokohama
○ IBM Almaden Research Center, 650 Harry Road, San Jose, Califórnia 95120, Estados Unidos
Macromoléculas, 2016, 49 (7), pp 2618-2629
DOI: 10.1021 / acs.macromol.6b00091
Data de publicação (Web): 17 de março de 2016
Copyright © 2016 American Chemical Society,
* E-mail: hedrick@us.ibm.com (JLH), * E-mail:. Naoki_yamamoto@nuhs.edu.sg (NY), * E-mail:. Yyyang@ibn.a-star.edu.sg (YYY).
Abstrato
imagem abstrata
Tratamento de infecções virais continua a ser ilusório devido à variação na estrutura viral (ARN, ADN, e envolvido e vírus nonenveloped) em conjunto com a sua capacidade para rapidamente sofrer mutação e resistência Garner. Aqui relatamos uma estratégia geral para prevenir a infecção virai utilizando macromoléculas multifuncionais que foram concebidos para ter porções de manose que competem com vírus para células do sistema imunológico, e grupos amina básicos que bloqueiam a entrada do vírus através de interações eletrostáticas e impedem a replicação virai através da neutralização a pH endosomal. Demonstramos que as células tratadas com os polímeros antivirais inibida TIM receptores de vírus tráfico, provavelmente de interações eletrostáticas e hidrogênio por entrelaçamento, com valores de EC50 variando 2,6-6,8 mg / l, dependendo do tipo de receptores de TIM. cálculos de docking molecular revelou um inesperado, e em geral, as interações específicas de hidrogênio-ligação com as proteínas de superfície virais e vírus e ensaio de ligação de células demonstraram uma redução significativa na infecção após incubação de vírus ou células com os polímeros antivirais. Além disso, as macromoléculas funcionalizada-manose prevenida eficazmente o vírus de infectar as células do sistema imunológico. vírus representativos de cada categoria, incluindo dengue, gripe, Chikungunya, Enterovirus 71, Ebola, Marburg, e herpes simplex foram pesquisados, e infecção viral foi prevenida eficazmente em concentrações de polímeros tão baixas quanto 0,2 mg / L, com seletividade muito elevada (> 5000) sobre células de mamífero. A generalidade destas interações ortogonais cooperativas (eletrostáticas e de ligação de hidrogênio) fornece a atividade antiviral de amplo espectro. À medida que o mecanismo antiviral é baseada em interações não específicas supramoleculares entre os resíduos de aminoácidos e / manose porções catiônicos da macromolécula, a capacidade para formar os conjuntos de vírus e de polímero-polímero de células pode ocorrer independentemente da mutação virai, que impede o desenvolvimento de resistência da droga.
Fonte: http://pubs.acs.org/doi/abs/10.1021/acs.macromol.6b00091

domingo, 15 de maio de 2016

Rondônia: Floresta privatizada

Por lá se esconde o nióbio, o mineral mais estratégico e raro no mundo

Com o início da Era Espacial, aumentou muito o interesse pelo nióbio brasileiro, o mais leve dos metais refratários. Ligas de nióbio, como Nb-Ti, Nb-Zr, Nb-Ta-Zr, foram desenvolvidas para utilização nas indústrias espacial e nuclear.

Bem que o governador de Rondônia, o médico Confúcio Moura, ficou meditando sobre o interesse da China por este Estado da Amazônia. As primeiras delegações estrangeiras que ele recebeu na Capital, Porto Velho, após tomar posse como novo governador foram de chineses. Primeiro veio um grupo de empresários, logo seguidos pela visita do próprio embaixador da China no Brasil, Qiuiu Xiaoqi e da embaixatriz Liu Min.
Os chineses não definiram, nas palavras do governador, o que lhes interessa em Rondônia. Mas, é possível que a palavra “nióbio” tenha sido pronunciada durante as conversações.
Confúcio Moura comentaria após as visitas partirem que “algo de sintomático paira no ar” e fez uma visita à Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais em Rondônia (CPRM) para saber de suas atividades no Estado.
Oficialmente, o governador nunca se referiu ao nióbio como um dos temas das conversas com os chineses. Mas, o súbito interesse do médico governador por geologia gerou comentários.
Seria ingenuidade descartar o nióbio dos motivos que levariam os chineses a viajar do outro lado do planeta para Rondônia. Este é um dos Estados da Amazônia que tem esse minério estratégico de largo uso em engenharia civil e militar de alta tecnologia. A China não tem nióbio e importa do Brasil 100 por cento do que usa.
O problema é que as jazidas atualmente conhecidas em Rondônia estão localizadas na Floresta Nacional (Flona) do Jamari, por onde o governo petista de Lula começou a “vender” a Amazônia para particulares (são concessões com prazo de 60 anos.)
O então presidente dos Estados Unidos, George Bush, fez uma visita ao Brasil e abraçou o presidente Lula quando o Brasil decidiu leiloar a Amazônia.
Os particulares vencedores do leilão da floresta, historicamente, acabam se consorciando a estrangeiros, e riquezas da bio e geo diversidades de Rondônia poderão continuar a migrar para o Exterior, restando migalhas para o povo rondoniense.
Ninguém está duvidando da boa intenção dos empresários chineses e, se de fato é o nióbio que atrai sua atenção para Rondônia, o Estado pode estar nas vésperas de realizar uma parceria comercial e reverter uma história de empobrecimento causada pela má administração de suas riquezas naturais.
O nióbio, hoje, representa o que foi a borracha há um século para o desenvolvimento industrial das potências mundiais da época. O Brasil, que tem o monopólio mundial da produção desse minério estratégico e vive um Ciclo do Nióbio, está, no entanto, repetindo erros ocorridos durante o Ciclo da Borracha na Amazônia entre os séculos 19 e 20.
Por exemplo, embora seja o maior produtor do mundo, o Brasil deixa que o preço do minério seja ditado pelos estrangeiros que o compram (como acontecia no Ciclo da Borracha.)
O nióbio (Nb) é elemento metálico de mais baixa concentração na crosta terrestre, pois aparece apenas na proporção de 24 partes por milhão.
Quase anônimo, entrou na lista dos “novos metais nobres” por suas múltiplas utilidades nas recentes “tecnologias de ponta”. Praticamente só existe no Brasil, que tem entre 96% e 97% das jazidas.
O nióbio é usado principalmente para a fabricação de ligas ferro-nióbio, de elevados índices de elasticidade e alta resistência a choques, usadas na construção pontes, dutos, locomotivas, turbinas para aviões etc.
Por ter propriedades refratárias e resistir à corrosão, o nióbio é também usado para a fabricação de superligas, à base de níquel (Ni) e, ou de cobalto (Co), para a indústria aeroespacial (turbinas a gás, canalizações etc.), e construção de reatores nucleares e respectivos aparelhos de troca de calor.
Na década de 1950, com o início da corrida espacial, aumentou muito o interesse pelo nióbio, o mais leve dos metais refratários. Ligas de nióbio, como Nb-Ti, Nb-Zr, Nb-Ta-Zr, foram desenvolvidas para utilização nas indústrias espacial e nuclear, e também para fins relacionados à supercondutividade. Os tomógrafos de ressonância magnética para diagnóstico por imagem utilizam magnetos supercondutores feitos com a liga NbTi.
Com o nióbio são feitas desde ligas supracondutoras de eletricidade a lentes óticas. Tudo o que os chineses estão fazendo, desenvolvendo-se como potência tecnológica, industrial e econômica.
“O nióbio otimiza o uso do aço na indústria de aviação, petrolífera e automobilística”, explica a jornalista Danielle Nogueira, em artigo no site Infoglobo.
Em países desenvolvidos, são usados de oitenta gramas a cem gramas de nióbio por tonelada de aço. “Isso deixa o carro mais leve e econômico”. Na China, são usadas apenas 25 gramas em média de nióbio por tonelada.
Analistas dizem que no mercado asiático estão as chances de expansão das exportações – e utilização do minério. O Japão também importa 100 por cento do nióbio do Brasil. No Ocidente, os Estados Unidos importam 80 por cento e a Comunidade Econômica Europeia, 100.
O diretor de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Marcelo Ribeiro Tunes, citado por Danielle Nogueira, disse que “boa parte do potencial de expansão de nossas exportações de nióbio está na China.”
“Em 2010, a receita com vendas externas de nióbio foi de US$1,5 bilhão. Foi o terceiro item da pauta de exportações minerais, atrás de minério de ferro e ouro. As duas empresas que atuam no setor no Brasil são a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, do grupo Moreira Sales e dona da mina de Araxá (MG), e a Anglo American, proprietária da mina de Catalão (GO).”
É provável, portanto, que o principal interesse dos chineses por Rondônia seja exatamente o nióbio escondido no subsolo do Estado, em números ainda não bem conhecidos, especialmente em terras que podem ser compradas ainda que indiretamente por estrangeiros.
Até o momento, segundo o Mapa Geológico de Rondônia feito pelo CPRM, foram descobertas jazidas desse minério na região da Floresta Nacional (Flona) do Jamari.
A área tem mais de 220 mil hectares de extensão, localizada a 110 km de Porto Velho, atinge os municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Candeias do Jamari. Além da enorme quantidade de madeira e água, o subsolo da floresta a ser leiloada é rico, além de nióbio, de estanho, ouro, topázio e outros minerais.
As jazidas de Araxá (MG) e Catalão (GO) eram consideradas as maiores do mundo até serem descobertas as da Amazônia.
As jazidas de Rondônia são as menores da Amazônia, mas há ainda muito a ser investigado. Na região do Morro dos Seis Lagos, município de São Gabriel da Cachoeira (AM), encontrou-se o maior depósito de nióbio do mundo, que suplanta em quantidade de minério, as jazidas de Araxá (MG) e Catalão (GO), antes detentoras de 86% das reservas mundiais.
Por que os chineses desembarcaram em Rondônia – se um de seus supostos interesses, o mais óbvio, seriam negócios com nióbio, embora existam poucas jazidas aqui? Porque o minério estratégico está na Floresta Nacional do Jamari, que o governo petista de Lula escolheu, em 2006, através da então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para iniciar a privatização da floresta.
Não seria surpresa se os chineses resolvessem, de alguma forma, em participar do leilão da Flona do Jamari. Em outras áreas, como em Roraima, onde se supõe existir uma reserva de nióbio maior do que todas as conhecidas no País, é mais difícil extrair o minério porque ele está, em princípio, preservado e inalienável por pertencer ao território indígena da Raposa do Sol. A venda de florestas em Rondônia abre caminho para a exploração de sua bio geo diversidade por estrangeiros.
O plano do governo federal é dividir a Flona do Jamari em três grandes áreas (17 mil, 33 mil e 46 mil hectares) e usá-la como modelo, concedendo o direito de exploração a grandes empresas com o discurso de que preservariam melhor o meio ambiente.
Das oito empresas que se inscreveram para entrar na disputa, não há nenhuma das pequenas e médias madeireiras que já atuam na região há vários anos.
A privatização da floresta tem sofrido embargos judiciais. E o senador Pedro Simon (PMDB/RS) declarou na época que a proposta que trata a concessão de florestas públicas, transformada na Lei 11.284 em março de 2006, “foi no mínimo, uma das mais discutíveis que já transitaram no Congresso Nacional, além de ter sido aprovada sem o necessário aprofundamento do debate.”
O interesse das potências estrangeiras pelas riquezas naturais brasileiras é antigo. Os brasileiros prestaram mais atenção ao nióbio em 2010, quando o site WikiLeaks disse que o governo norte-americano incluiu as minas de nióbio de Araxá (MG) e Catalão (GO) no mapa de áreas estratégicas para os EUA. O mapa certamente inclui agora as grandes jazidas dos Estados do Amazonas e Roraima e o pouco conhecido potencial de Rondônia.

Frequentemente a CPRM e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) são acusados de sub avaliar o tamanho das jazidas, das reservas.
Ainda assim, considerando-se válidas as estimativas da CPRM, o Brasil seria o dono de um superdepósito de nióbio, com 2,9 bilhões de toneladas de minérios, a 2,81% de óxido de nióbio, o que representaria 81,4 milhões de toneladas de óxido de nióbio contido, nada menos do que 14 vezes as atuais reservas existentes no planeta Terra, incluindo aquelas já conhecidas no subsolo do País.
Os minérios de nióbio acumulados no “Carbonatito dos Seis Lagos” (AM), somados às reservas medidas e indicadas de Goiás, Minas Gerais e do próprio estado do Amazonas, passariam a representar 99,4% das reservas mundiais.
O nióbio, portanto, é um minério essencialmente nacional, essencialmente brasileiro, mas quem fixa os preços é a London Metal Exchange (LME), de Londres.
O contra-almirante reformado Roberto Gama e Silva sugeriu, na condição de presidente do Partido Nacionalista Democrático (PND), a criação pelo governo do Brasil da Organização dos Produtores e Exportadores de Nióbio (OPEN), nos moldes da Organização dos Produtores de Petróleo (OPEP), a fim de retirar da London Metal Exchange (LME) o poder de determinar os preços de comercialização de todos os produtos que contenham o nióbio.

A LME fixa, para exportação, preços mais baixos do que os cobrados nas jazidas.
“Evidente que as posições do Brasil, no novo organismo, seriam preenchidas com agentes governamentais que, não só batalhariam para elevar os preços dos produtos que contém o nióbio, mas, ainda, fixariam as quotas desses materiais destinadas à exportação”, diz Silva.
De qualquer forma, em 2010, a receita com vendas externas de nióbio foi de US$1,5 bilhão. Foi o terceiro item da pauta de exportações minerais, atrás de minério de ferro e ouro.
Num encontro com jornalistas, realizado em 7 de fevereiro, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que um novo marco regulatório da mineração no Brasil será encaminhado ao Congresso ainda no primeiro semestre deste ano.
Lobão disse que serão encaminhados três projetos independentes: um que trata das regras de exploração do minério, outro que cria a agência reguladora do setor e um terceiro que trata exclusivamente dos royalties.
Segundo Lobão, o Brasil tem hoje um dos menores royalties do mundo. “Nós cobramos no Brasil talvez o royalty mais baixo do mundo. A Austrália e países da África chegam a cobrar 10% e o Brasil apenas 2%.”

Fonte: Varias internet

sexta-feira, 15 de abril de 2016

A Cura do Câncer Foi Descoberta em 1926 e Ganhou Nobel, e a Terapia de Gerson.


Otto Heinrich Warburg

É isso mesmo que você leu. A cura do câncer e de diversas doenças, degenerativas ou não, existe desde 1926, e melhor ainda, sem a necessidade de tratamentos caros e remédios milagrosos da indústria farmacêutica. Convido o leitor agora para uma viagem a descobertas fantásticas que mudaram e mudarão a vida de milhões de pessoas.

Otto Warburg, este brilhante cientista começou a fazer pesquisas sobre o mecanismo por trás do câncer em 1920. Em 1927 foi publicado (foi entregue para publicação em 1926): O Metabolismo de Tumores no Organismo (The Metabolism of Tumors in the Body) por Otto Warburg, Franz Wind, and Erwi'n Negelein do Kaiser Wilhelm Institut far Biologic, Berlin-Dahlem, Alemanha. Este estudo concluiu que apesar de parecer paradoxal que as células que podem viver através da fermentação, possam ser mortas por falta de oxigênio, não há, na verdade, nenhuma contradição. As células de leveduras, bem como células tumorais, podem ser mortas por falta de oxigênio; em ambos os casos, apenas quando o açúcar requerido para a fermentação estiver faltando [1]. A pesquisa dele sobre as enzimas respiratórias (as quais estão diretamente ligadas à prevenção do câncer), certas vitaminas e minerais que o corpo necessita para a utilização de oxigênio nas células, rendeu-lhe o Prêmio Nobel em 1931 [2] [3].

"Warburg descobriu e demonstrou que as células cancerosas são células normais que se tornam células cancerosas anaeróbicas uma vez que elas não têm o mínimo de 35 por cento de oxigênio. As células, em seguida, iniciam a fermentação de açúcar no sangue (glicose) como uma fonte de combustível, bem como as células de organismos primitivos fazem. Este processo de fermentação anaeróbia é conhecido nos círculos médicos como o "fator Warburg", mas que é todo o crédito que eles estão dispostos a concedê-lo. Como acontece com todos os grandes pensadores, os resultados de Warburg foram disputados. No entanto, até o momento ninguém foi bem sucedido em provar que ele estava errado com ensaios clínicos [4].

Ele disse que a principal causa do câncer é a substituição da respiração de oxigênio nas células normais do organismo pela fermentação do açúcar. O câncer se alimenta do açúcar. O conhecimento sobre como funciona o câncer vem se acumulando por um longo tempo agora, no entanto, continua a ser uma das principais causas de morte. Warburg disse que isso iria continuar enquanto "os profetas do agnosticismo tivessem sucesso em inibir a aplicação do conhecimento científico no campo do câncer." Profetas do agnosticismo incluem organizações como a Associação Médica Americana (AMA), que costumava se opor ao açúcar, mas agora não mais, porque eles simplesmente não tem certeza do que é ruim para você. A ciência do "nós-não-sabemos" governa hoje [5].
Outra pesquisa dele foi: A Principal Causa e Prevenção do Câncer com dois prefácios de prevenção foi revisada na reunião do Nobel Laureates - em 30 de junho de 1966 em Lindau, Lago de Constança, na Alemanha [6]. O câncer, acima de todas as outras doenças, tem inúmeras causas secundárias. Mas, mesmo para o câncer, há apenas uma causa principal. Resumindo em poucas palavras, a principal causa do câncer é a substituição da respiração de oxigênio nas células normais do corpo por uma fermentação do açúcar.
"Para prevenir o câncer é, portanto, proposto pela primeira vez manter a velocidade do fluxo sanguíneo tão alta que o sangue venoso ainda contenha oxigênio suficiente; em segundo lugar, manter elevada a concentração de hemoglobina no sangue e em terceiro, adicionar sempre aos alimentos, mesmo em pessoas saudáveis, os grupos ativos das enzimas respiratórias; e aumentar as doses destes grupos, se um estado pré-canceroso já se desenvolveu. Se, ao mesmo tempo carcinógenos externos forem rigorosamente excluídos, então, a maioria dos tipos de câncer poderiam ser impedidos hoje.

Estas propostas não são de forma alguma utópicas. Pelo contrário, elas podem ser realizadas por todos, em qualquer lugar, a qualquer hora. Ao contrário da prevenção de muitas outras doenças a prevenção do câncer não requer nenhuma ajuda do governo, e nenhum dinheiro extra".

Wiesenhof, agosto de 1966 OTTO WARBURG [7].

Uma lista de grupos ativos selecionados de enzimas respiratórias em breve será publicada, à qual nós recentemente adicionamos cito hemina e ácido d-aminolevulínico, o precursor das heminas que transferem oxigênio. Enquanto isso, pode utilizar-se formulações comerciais que contenham vitamina, além de outras substâncias ativas, muitos grupos de enzimas respiratórias. A maioria destas podem ser adicionados ao alimento. Cito hemina e vitamina B 12 podem ser administradas por via subcutânea [7].
Dr. Max Gerson


Dr. Max Gerson nasceu no Império Alemão em 1881. Em 1909, ele se formou na Universidade Albert-Ludwigs Freiburg. Ele começou a praticar medicina aos 28 anos em Breslau (Wrocław, agora Polônia), mais tarde especializou-se em doenças nervosas e medicina interna em Bielefeld. Em 1927, ele se especializou no tratamento da tuberculose e desenvolveu uma terapia. [8]


Com trinta anos de experimentação clínica (em 1956), atualmente já são quase 90 anos desta terapia, o levaram a uma terapia bem sucedida para o câncer avançado e doenças crônicas. Esta terapia baseia-se nos conceitos [9] que doentes de câncer têm baixa imunorreatividade e dano tecidual generalizado, especialmente no fígado, e [10] que, quando o câncer é destruído, produtos de degradação tóxicos aparecem na corrente sanguínea, o que leva ao coma e morte por insuficiência hepática. A terapia consiste em uma dieta alta em potássio, dieta baixa em sódio, sem gorduras ou óleos e proteínas animais mínimas. Sucos de frutas e vegetais crus e injeções de fígado cru fornecendo enzimas oxidativas ativas que facilitam a reabilitação do fígado. Lugol e a suplementação de niacina são usados. Enemas de café (orgânico com cafeína) provocam a dilatação das vias biliares, o que facilita a excreção dos produtos de degradação tóxicos câncer pelo fígado e diálise de produtos tóxicos no sangue para a parede do cólon. A terapia deve ser utilizada como um conjunto integrado. Partes da terapia utilizadas isoladamente, não serão bem sucedidas. Esta terapia curou muitos casos de câncer avançado.[11]



A relação entre a Terapia de Gerson e a descoberta de Otto Warburg que aconselha o aumento da oxigenação é feito através de enzimas oxidativas, de uma dieta alta em potássio e de condições em que o oxigênio possa funcionar apropriadamente. [11]

Max Gerson curou o câncer. Ele fez isso com uma rigorosa dieta alimentar, de baixa proteína, sem sal (cloreto de sódio), sem gordura, essencialmente uma dieta vegetariana, baseada em grandes quantidades de suco de vegetais frescos, suplementos, e desintoxicação sistêmica. Ms. Charlotte Gerson (filha dele) explica: "Dr. Gerson descobriu que os problemas subjacentes de todos os pacientes com câncer são toxicidade e deficiência. Ele descobriu que uma das características importantes de sua terapia tinha que ser a administração sucos de vegetais frescos de hora em hora. Estes fornecem amplos nutrientes, bem como fluidos para ajudar a "limpar" os rins. Quando os altos níveis de nutrientes são reintroduzidos nos tecidos, as toxinas acumuladas ao longo de muitos anos são forçadas a migrarem para a corrente sanguínea. As toxinas são então filtradas pelo fígado. O fígado é facilmente sobrecarregado com a liberação contínua de toxinas e não é capaz de eliminá-las. "Dr. Gerson descobriu que podia proporcionar uma ajuda ao fígado, através do uso da cafeína do café, absorvida pelo cólon através da veia hemorroidal, que transporta a cafeína para o sistema portal e depois para o fígado. A cafeína estimula os dutos do fígado / vias biliares a dilatarem, liberando os venenos no trato intestinal para a excreção. "[12]

A Terapia Gerson regenera a saúde do organismo, fornecendo suporte a cada exigência metabólica importante, inundando o corpo com nutrientes em aproximadamente de 7 a 9 kg frutas e legumes cultivados organicamente diários. A maioria é usada para fazer suco fresco (no juicer mastigadora ou slow juicer), cru, um copo a cada hora, até 13 vezes por dia. Alimentos sólidos crus e cozidos são generosamente consumidos. A sopa de Hipócrates também é usada. A oxigenação é geralmente mais do que duplicada, como a deficiência de oxigênio no sangue contribui para muitas doenças degenerativas. O metabolismo também é estimulado através da adição de tiroide, potássio e outros suplementos, e devido a evitar as gorduras animais pesadas, o excesso de proteínas, de sódio e outras toxinas. Usando enemas de café orgânico feito com água destilada [11] e [13].

OBS: O liquidificador não funciona para esta terapia. Dr. Gerson descobriu através de um físico que no centro do liquidificador, não há eletricidade positiva e no fluido há eletricidade negativa. Esta eletricidade mata as enzimas oxidativas. Isto também ocorre com a centrífuga. O suco deve ser feito por um moedor e uma prensa separados - de preferência, feitos de aço inoxidável. (Nota do editor: um masticating juicer (juicer mastigadora), como o da marca Champion, também funciona.) [11]

Doenças degenerativas tornam o corpo cada vez mais incapaz de excretar materiais residuais adequadamente, geralmente resultando em insuficiência hepática e renal. A Terapia Gerson usa desintoxicação intensiva para eliminar resíduos, regenerar o fígado, reativar o sistema imunológico e restaurar defesas essenciais do corpo - enzimas, minerais e sistema hormonal. Com generosas, de alta qualidade nutricional, e aumento da disponibilidade de oxigênio, desintoxicação e metabolismo melhorado, as células - e o organismo - podem se regenerar, tornando-se saudável e prevenindo doenças futuras [14].

O Segundo componente da Terapia de Gerson é a suplementação de vitaminas e minerais mais enzimas pancreáticas. Embora tenham ocorrido algumas adições e substituições da lista básica de suplementos, houve poucas mudanças na mesma desde 1940. Além dos enemas (lavagens intestinais com café), segue a lista de suplementos [11] e [14] :

1. Solução de Potássio;
2. Solução de Lugol (iodo, iodeto, água);
3. Extrato de fígado crú injetável (não é mais utilizado) com vitamina B12 (substituição: coenzima Q10 e vitamina B12);
4. Vitaminas A, C e B3 (niacina);
5. Óleo de Semente de Linhaça;
6. Enzimas Pancreáticas;
7. Pepsina
8. Fosfato Bicálcico com Vitamina D.

Assista aos fantásticos documentários: O Milagre Gerson (aqui) e Morrendo por não Saber (aqui).

Para mais informações, assista também ao vídeo: A Terapia de Gerson para a Cura de Doenças Crônicas com Charlotte Gerson.
Charlotte Gerson
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Dr. Max Gerson teve três filhas, sendo que a mais nova, Charlotte Gerson, se interessou pelo trabalho do pai mais de perto. Após a morte de Gerson coube a ela continuar o trabalho do pai. Hoje Charlotte tem mais de 93 anos e continua trabalhando com o mesmo vigor de quando era mais jovem. Aos 34 anos ela cancelou seu seguro de saúde. Nunca fez uma mamografia. Nunca precisou ir ao médico. A lucidez e atividade de Charlotte para uma mulher próxima ao centenário é impressionante.
Foi ela que em 1977 fundou o Instituto Gerson em San Diego-Califórnia. Como nos Estados Unidos existem leis que não permitem tratamentos alternativos para o câncer, apenas os tradicionais, ou seja, quimioterapia, radioterapia e cirurgia, Charlotte fundou um hospital em Tijuana-México que trata pacientes exclusivamente com a terapia criada por seu pai.
Foi criado um sítio na INTERNET relacionado à fundação Gerson, onde as últimas novidades relativas ao tratamento e a medicina holística de um modo geral são veiculadas. O site está em inglês e seu endereço é: http://www.gerson.org
Doentes de todo o mundo se dirigem para esse hospital para tratar suas doenças e cânceres. A cura de todos eles e sua quase imediata melhora tem sido amplamente conhecida, o que dá cada vez mais credibilidade a metodologia terapêutica criada pelo Dr. Max Gerson. Em 2001 Ela escreveu e publicou em parceria com Morton Walker o livro: "A Terapia Gerson", traduzindo para diversas línguas, onde todo o tratamento é descrito minuciosamente. Também é de sua autoria o título: “Healing The Gerson Way” (Curando da maneira de Gerson)(2007). [14]


Segue a tradução original do artigo:Andrew W. Saul Entrevista CHARLOTTE GERSONem sua Cruzada contra o Câncer [15]

Introdução feita por Abram Hoffer, MD (médico), PhD:
"Max Gerson, MD, tratou uma série de pacientes com câncer, com dietas especiais (principalmente suco de vegetais) e com alguns nutrientes incluindo 50 mg de niacina de 8 a 10 vezes por dia, o fosfato dicálcico com a vitamina D, vitaminas A e D, e injeções de fígado. Ele verificou que todos os casos de câncer foram beneficiados, no sentido em que se tornaram mais saudáveis e em muitos casos, os tumores regrediram. Em um relatório posterior, Gerson elaborou a dieta dele. Ele agora enfatizou uma alta da concentração de potássio em relação a de sódio na alimentação, vitamina C, niacina, levedura de cerveja e de Lugol (iodo). Logo após a guerra (a segunda guerra mundial) não houvia fornecimento imediato de vitaminas como existe hoje. Eu consideraria o uso desses nutrientes em combinação muito original e empreendedor. Dr. Gerson foi o primeiro médico a então enfatizar tal uso.

"Eu estou familiarizado com o método de Gerson e acredito que ele tem muito mérito. Eu sempre me senti frustrado por ele não ter sido levado a sério, apesar de ter estudado intensivamente como deveria ter sido. Precisa de muita dedicação e tempo, e os pacientes fazer precisam de muita ajuda no preparo de sua comida e sucos (de vegetais) e dos enemas do café. Claro que, como com qualquer tratamento, nem todo mundo se recupera. Mas eu acho que ele tem um histórico muito bom. Eu conheço Charlotte pessoalmente e tenho me correspondido (por cartas) com o filho dela, Howard Straus, que escreveu um livro muito bom sobre seu avô. (http://www.doctoryourself.com/gersonbio.htm) Eu acho que é uma vergonha o Instituto Nacional do Câncer ter se recusado a realizar estudos clínicos adequados, pois os métodos não são tão difíceis se realizados em uma unidade clínica projetada corretamente. "

DY NEWS (Notícias do site Doctoryourself.com): É um prazer ver que a Terapia de Gerson continua a ganhar aceitação e a imprensa no mundo todo. Tudo isso é principalmente devido a seus esforços, que são verdadeiramente uma honra eterna ao trabalho de seu pai. Poderíamos começar com estas perguntas, por favor? Tenho visto os vídeos do Gerson em fitas cassete (VHS) produzidas há cerca de 15 anos atrás, como "Fazendo a Terapia Gerson em Casa." Em que aspecto sua intenção é diferente para este novo documentário?
CHARLOTTE GERSON: As fitas de vídeo de Gerson foram produzidos há mais de
10 anos atrás, principalmente para fornecer informações aos pacientes sobre a terapia, como e porque ela produz resultados, como administrar a terapia (Vol. II, O Workshop) e (Vol. III) como cozinhar, como fazer suco (de vegetais), preparar café concentrado para os enemas e lidar com medicamentos. O novo documentário apresenta o trabalho do Dr. Gerson, como ele começou a compreender a importância do solo, como seus próprios problemas de saúde o obrigaram a procurar soluções - então, como ele foi capaz de elaborar a cura do câncer com base nessas coisas. O documentário também apresenta 8 ou 9 pacientes, a maioria deles com recuperações de longo prazo após diagnósticos desesperadores. Este documentário deveria ser distribuído em todo o mundo para informar o público em sofrimento que há cura disponível, uma abordagem natural, em vez de tratar sintomas com medicamentos (drogas). E essa cura não é apenas para os pacientes que sofrem de câncer, mas para aqueles que sofrem de outras doenças crônicas "incuráveis".

DY NEWS: O documentário contém algumas palavras muito fortes e declarações absolutas sobre produtos farmacêuticos e sobre a medicina moderna. Quais são os principais obstáculos ao seu trabalho no presente (2004)?

CHARLOTTE GERSON: Os principal obstáculo para divulgar essa informação
em todo o mundo é a poderosa indústria médica / farmacêutica. Segundo o Dr. Ralph Moss, em seu livro "The Cancer Industry" - "A Indústria do Câncer" (Nova York: Paragon Press, 1989), os tratamentos de câncer estão rendendo mais de US$ 100 bilhões de dólares anualmente só nos EUA! O problema com a Terapia de Gerson é que ela não pode ser patenteada, e não produz lucros para a indústria farmacêutica. Portanto, eles têm meios poderosos, publicidade, falsidades que são espalhadas em anúncios de TV e revistas caras para promover os seus mais recentes e promissores "tratamentos com remédios (drogas)". O público em geral ainda está convencido de que apenas remédios (drogas) e cirurgia, possivelmente, radiação, vai ajudar a superar o câncer. Os anunciantes não publicam o fato de que, a cada ano, o número de pessoas que morrem de câncer aumenta em cerca de 10% e mais e mais crianças sofrem e morrem de câncer! Somente quando todos os tratamentos "ortodoxos" falharam é que alguns pacientes esclarecidos procuram tratamentos alternativos. É por isso que mais de 90% dos pacientes que chegam ao hospital da Terapia de Gerson estão em estado "terminal". Se os tratamentos ortodoxos pudessem curar o câncer, estaríamos fora do negócio.

DY NEWS: Dr. Gerson era, e ainda é, amplamente denunciado por
organizações médicas / farmacêuticas. Para uma terapia que funciona, porque a
resistência dos médicos?

CHARLOTTE GERSON: Depois que meu pai apresentou cinco pacientes com câncer "sem esperança curados" diante de uma comissão do Senado dos Estados Unidos no início de julho de 1946, o estabelecimento médico aumentou seus ataques com artigos no JAMA (Journal of the American Medical Association - Jornal da Associação Americana Médica) contra o Dr. Gerson. Ele (o JAMA) publicou um editorial sobre o tratamento Gerson com o título "de fraude e fábulas." Ele ainda forçou ou pagou um médico para dar o seu testemunho positivo durante essa audiência e fazê-lo escrever para universidades norte-americanas e organizações médicas, afirmando que a Terapia Gerson não teve efeito algum no tratamento do câncer! Esta carta foi posteriormente publicada em toda a imprensa médica, e relatada a qualquer um perguntando a AMA (American Medical Association - Associação Médica Americana) sobre o tratamento Gerson. Outros ataques eram mais sutis: Dr. Gerson afirmou que cerca de 25% de seus melhores casos (pacientes com melhores resultados) foram regularmente contatados por seus médicos anteriores, solicitados a informar sobre o seu progresso. Em seguida, eles foram informados de que, em sua condição 'melhorada', a quimioterapia poderia agora resolver todos os problemas de câncer. Quando eles concordavam em fazer a quimioterapia, eles morriam.

DY NEWS: I hesito em levar isso adiante, mas no filme mais do que sugere que o Dr. Gerson foi assassinado por envenenamento por arsênico. Você pode comentar sobre esta questão delicada?

CHARLOTTE GERSON: Dr. Gerson alugou seu escritório em um edifício originalmente fornecido por pacientes recuperados gratos. Entretanto a equipe, chefiada pelo mesmo médico a que me referi anteriormente, espionava Gerson, relatou nomes e endereços dos pacientes dele, os que foram então contatados por seus médicos anteriores - e muitos dos arquivos e registros dos pacientes "desapareceram". Era um fato que, mesmo em uma idade avançada (77 anos) Dr. Gerson tinha uma pressão arterial um pouco baixa e apreciava uma xícara de café no período da tarde. Ele observou, em certo ponto, que todas as noites (logo ao anoitecer), após tomar o café servido em seu escritório, que ele tinha cólicas violentas e diarreias. Ele parou de tomar esse café, mas uma bateria de exames de urina coletados nas 24 horas subsequentes, mostrou que ele excretou arsênico! Ele não morreu de imediato; no entanto, isso o enfraqueceu consideravelmente e ele posteriormente, contraiu uma infecção pulmonar viral que o matou. Então os médicos cometeram o insulto final: eles alegaram que ele morreu de câncer no pulmão! É claro que os raios-X do pulmão dele, não mostravam tumores, mas a lesão pulmonar devido a sua infecção. Você vai encontrar uma boa parte desta informação na biografia do meu filho sobre o Dr. Gerson (http://www.doctoryourself.com/gersonbio.htm). Na verdade, Howard descobriu que era impossível encontrar uma editora (para publicar o livro) nos EUA. Eles estavam com medo de problemas do AMA (American Medical Association - Associação Médica Americana) ou "Big Pharma"(indústria farmacêutica). A editora, no Canadá, que concordou em imprimir o livro se fosse removido cerca de um terço das histórias que eram altamente desagradáveis à AMA (American Medical Association - Associação Médica Americana), ao JAMA (Journal of the American Medical Association - Jornal da Associação Americana Médica), e muito mais.

DY News: Ms. Gerson, você tem memórias de infância que você estaria disposta a compartilhar de quando ajudava Dr. Gerson na clínica?

Charlotte Gerson: Isso nos levaria de volta para cerca de 1949, em sua clínica em Nova Iorque.

DY News: Como um Nova Iorquino, estou curioso para saber onde a clínica do Dr. Gerson se localizava?

Charlotte Gerson: A clínica do meu pai era localizada em Nanuet, NY, no interior, Nyack. Na época a comunidade era realmente pequena, mas cresceu.

DY News: Qual foi o seu papel lá?

Charlotte Gerson: eu ajudei principalmente, aliviando-o de ter que fazer as injeções diárias de fígado. Mas era mais uma experiência de aprendizagem fazendo rondas com ele. Lembro-me de uma senhora que tinha câncer de cólon com metástases hepáticas, muito doente, pálida e acamada. Meu pai perguntou-lhe em certo ponto quando ela havia evacuado pela última vez. Ela ficou em silêncio por um tempo, então meu pai repetiu a pergunta. Em seguida, ela respondeu: "Ouvi o que você doutor, e eu estou tentando lembrar. Enquanto eu estava no hospital, eu acho que a minha última evacuação foi pelo menos há 6 semanas atrás!" Eu nunca vou esquecer o rosto de meu pai ao ouvir esta declaração.

DY News: Eu tinha um parente que teve a mesma experiência em Roswell: Eles o deixaram literalmente semanas sem evacuar, e que isto foi em 1980, mais de trinta anos mais tarde. Você poderia nos contar mais sobre sua interação ou atendimento à pacientes do Dr. Gerson, e um ou dois casos que lhe causaram uma impressão particularmente memorável?

Charlotte Gerson: Uma experiência interessante foi a de uma senhora que sofria de câncer de mama. Ela estava em um estágio inicial, com "apenas" um tumor em seu seio, ainda bastante vigorosa, comendo e dormindo bem e livre de dor. Mas ela apresentou um problema estranho: ela não respondia ao tratamento de forma alguma, sem melhorar ou piorar. E isso era totalmente extraordinário. Então, um dia na sala de jantar, ouvi-lhe falar com sua filha, que estava chegando para visitá-la da cidade de Nova Iorque. Ela disse à filha para não esquecer o sal para escovar os dentes. Isso foi um choque e eu perguntei se ela havia escovado os dentes com sal. Sim, o dentista dela disse-lhe para fazer isso. Claro que eu disse-lhe para parar com isso imediatamente e também relatei isso ao meu pai. Expliquei-lhe que a membrana mucosa da boca é altamente absorvente e que o sal vai rapidamente para o organismo, estimulando um novo o crescimento de tumor. Assim que ela parou de usar o sal, ela teve uma reação normal de cicatrização e estava à caminho da recuperação.

DY News: Qual foi a primeira palestra de saúde que você já apresentado sozinha?

Charlotte Gerson: Depois que meu pai faleceu, havia um pensamento opressivo em minha mente: Eu tenho que continuar para publicar o livro dele. (A Cancer Therapy: Results of Fifty Cases - A Terapia do Câncer: Resultado de 50 Casos, revisado em http://www.doctoryourself.com/bestbooks.html). Providenciei outra impressão
e, então, tinha 3.000 cópias em minhas mãos. Então, eu tive que vendê-los uma vez que eles não estavam fazendo nenhum bem a ninguém escondidos em um armazém. Isso foi quando eu comecei a fazer palestras de saúde em New York (Nova Iorque), pela primeira vez na Fundação para Tratamento do Câncer (FACT), em seguida, para os vários capítulos da Association for Victors and Friends (Associação Internacional para Vencedores e Amigos)(Http://askwaltstollmd.com/archives/cancer/139762.html) e nas reuniões da
National Health Federation's (Federação Nacional de Saúde) (http://www.thenhf.com) muitos capítulos.

Uma das minhas primeiras palestras foi em San Angelo, Texas, durante a Segunda Guerra Mundial, onde meu marido estava estacionado em um campo de pouso. Os vários clubes masculinos estavam sempre à procura de um orador, e uma vez que um membro das forças armadas não está autorizado a falar em uma reunião, fui convidada. Eu falei principalmente sobre a vida de meu pai e minha fuga dos nazistas, mas, é claro, não podia evitar de falar sobre saúde, uma vez que era uma parte importante da vida do meu pai e da minha. Ao todo, devo ter feito centenas de palestras públicas, também no Canadá, Austrália, Alemanha, Inglaterra, Irlanda, Áustria e Itália.

DY News: Eu entendo que todos os irmãos do Dr. Gerson pereceram no Holocausto. Como é que você e seu pai passavam o seu tempo livre juntos?

Charlotte Gerson: eu ajudei principalmente, aliviando-o de ter que fazer as injeções diárias de fígado. Mas era mais uma experiência de aprendizagem fazendo rondas com ele. Lembro-me de uma senhora que tinha câncer de cólon com metástases hepáticas, muito doente, pálida e acamada. Meu pai perguntou-lhe em certo ponto, quando ela evacuado último movimento do intestino. Ela ficou em silêncio por um tempo, então meu pai repetiu a pergunta. Em seguida, ela respondeu: "Ouvi dizer que você médico, e eu estou tentando lembrar. Enquanto eu estava no hospital, eu acho que a minha última evacuação foi pelo menos 6 semanas atrás!" Eu nunca vou esquecer o rosto de meu pai ao ouvir esta declaração.

Charlotte Gerson: Quando vivemos na França e eu tinha apenas cerca de 13 ou 14 anos, costumávamos ter vários passeios de domingo pelos bosques de Sevres a Versailles, visitar o castelo e famosos jardins, bem como o de Malmaison. Na verdade, tentando pensar no tempo livre de meu pai, ele nunca teve qualquer. Ele quase nunca fui ao cinema, não tinha TV, nem sequer ia à ópera, a qual amava. Ele estava sempre trabalhando, lendo, estudando. Eu me lembro de uma vez quando toda a família foi para a ópera em Paris. A propósito, a minha ópera favorita é "Don Carlo".
(Http://www.metopera.org/synopses/carlo.html)

DY Notícias: Sem dúvida, você está bem ciente da recente declaração do príncipe Charles (junho de 2004) apoiando a terapia Gerson e da repercussão médica resultante contra o príncipe. A imprensa britânica tem feito alguns ataques duros contra ele
(Http://observer.guardian.co.uk/uk_news/story/0,6903,1248282,00.html)
e especialmente o
(Http://www.guardian.co.uk/comment/story/0,3604,1250275,00.html).
Você poderia, por favor, comentar a intensidade dessa crítica ao Príncipe, e sobre a declaração de Sua Alteza Real:

"Eu conheço uma paciente que procurou a Terapia de Gerson depois de ter sido dito que ela estava sofrendo de câncer terminal e não iria sobreviver a mais um ciclo de quimioterapia. Felizmente, sete anos depois, ela está viva e bem. Por isso, é vital que, em vez de rejeitar tais experiências, deveríamos investigar mais a natureza benéfica desses tratamentos. "

Charlotte Gerson: Eu acho que o príncipe Charles foi muito corajoso em falar sobre a paciente que se recuperou com a Terapia Gerson. Eu também acho que é apavorante e chocante observar a intensidade das críticas - na verdade não são críticas, mas ataques completamente cruéis.

DY News: Uma opinião muito mais positiva do Reino Unido pode ser encontrada em
http://observer.guardian.co.uk/review/story/0,6903,1115514,00.html.

Charlotte Gerson: Em geral, é surpreendente que muitos dos "cientistas estudados" do Reino Unido mostram essa falta de respeito por seu príncipe herdeiro juntamente com a falta de conhecimento ou interesse na verdadeira cura. Eles nunca comentam o fato de que a conhecida do príncipe era terminal, mas se recuperou! E, aqueles verdadeiros cientistas iriam "pular sobre" uma recuperação tão dramática e estudar mais o tratamento que a obteve! Na Internet, até mesmo o título do relatório sobre o artigo do "Observer" é sórdido: "Agora o príncipe Charles fala sobre uma cura com café para o câncer." Como seus leitores bem sabem, ninguém nunca afirmou que o café é a cura, mas o tom do título implica: Veja como este louco agora fala um novo absurdo! Que tolice ele vai cometer da próxima vez?

Em seguida, eles falam sobre um "custo de US$ 20.000 / ano para injectáveis na Terapia Gerson", que simplesmente não é verdade. Mas o que dizer sobre as injeções de quimioterapia e os seus custos? A droga recém-aprovada pelo FDA (Food and Drugs Adminstration - Administração dos Alimentos e Drogas ou Medicamentos) contra o câncer, Erbitox, custa US$ 2,400 para a dose semanal, ou US$ 125.000 por ano; e, embora tenha sido demonstrado que reduz tumores, não foi provado prolongar a vida. (Conforme relatado por Michael L. Culbert, ScD no Intl. Council for Health Freedom"-"Conselho Internacional para a Liberdade de Saúde.", Volume VIII:. 2, Fall 2004. http://www.ichf.info/history.php)

DY News: Você foi premiada com quaisquer títulos honorários como por exemplo por seu próprio trabalho?

Charlotte Gerson: Não.

DY News: Em nome de meus leitores, eu agradeço por tudo que você tem feito para continuar a trazer as descobertas importantes de seu pai para o público.

CHARLOTTE GERSON: Obrigado pela oportunidade de informar os seus leitores.

Entrevista e comentários Copyright 2004 por Andrew W. Saul.


Para mais informações sobre a terapia Gerson:

Minha revisão do completo livro como fazer a Terapia de Gerson:
http://www.doctoryourself.com/gersontherapy.html

Próprias palavras do Dr. Gerson:
http://www.doctoryourself.com/gersonspeech.html

Revisão da biografia do Dr. Gerson:
http://www.doctoryourself.com/gersonbio.htm

Revisão do novo DVD sobre a Terapia Gerson
http://www.doctoryourself.com/gersontherapy2.html

Referências e citações:
http://www.doctoryourself.com/bib_gerson_therapy.html e
http://www.doctoryourself.com/bib_gerson.html.

Além disso:

Gerson M: As considerações dietéticas em doenças neoplásicas malignas. Um
relatório preliminar. A Revisão de Gastroenterologia 12: 419-425, 1945.

Gerson M: Efeitos de um regime dietético combinado em pacientes com tumores malignos. Medicina e Cirurgia Experimental 7: 299-317, 1949.

Hoffer A: Oncologia Ortomolecular. Em, Nutrição Adjuvante no Tratamento do Câncer, Ed. P. Quillin & R. M. Williams. 1992 Procedimentos do Simpósio,
Patrocinado pela Fundação de Pesquisa e Tratamento de Câncer e a Universidade Americana de Nutição. Fundação de Pesquisa do Tratamento do Cancro, 3455 Sal
Creek Lane, Suite 200, Arlington Heights, IL 60005-1090, 331-362, 1994.

Gerson Informações para contato:
O Instituto Gerson, 1572 Second Avenue, San Diego, CA 92101
Tel. 619-685-5353; Ligação gratuita: 1-888-4-GERSON mail@gerson.org

O site do Instituto Gerson: http://www.gerson.org

Andrew Saul é o autor dos livros FIRE YOUR DOCTOR! (Demita seu médico!), How to be Independently Healthy (Como ser Independentemente Saudável) (avaliação do leitor http://www.doctoryourself.com/review.html) e DOCTOR YOURSELF: Natural Healing that Works (Seja médico de si mesmo: A cura Natural que Funciona). (Revisto em http://www.doctoryourself.com/saulbooks.html)



Referências:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2140820/pdf/519.pdf
http://www.westonaprice.org/health-topics/brian-peskin-and-essential-fatty-acids/
http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/medicine/laureates/1931/
http://www.westonaprice.org/book-reviews/the-hidden-story-of-cancer-by-brian-s-peskin-and-amid-habib/
http://www.westonaprice.org/dvdmedia-reviews/sweet-suicide-by-nancy-appleton/
http://healingtools.tripod.com/primecause1.html/.
http://healingtools.tripod.com/primecause1.html/primecause2.html
http://www.cancer.gov/cancertopics/pdq/cam/gerson/healthprofessional/page2
http://en.wikipedia.org/wiki/Max_Gerson
F. Sauerbruch, A. Herrmannsdorfer and M. Gerson, “Ueber Versuche, schwere Formen der Tuberkulose durch dietetische Behandlungen zu becinflussen," Muench. Med. Wochenschr., 2, 1(1926). M. Gerson, ibid, 77, 967 (1930).
http://www.doctoryourself.com/gersonspeech.html
http://www.doctoryourself.com/gersontherapy.html
http://gerson.org/gerpress/the-gerson-therapy/
http://comentandoaverdade.blogspot.com.br/2013/07/a-cura-do-cancer-existe-desde-1928.html
http://www.doctoryourself.com/charlotte.html

http://estaoteenvenenando.blogspot.com.br/

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Da Vale ao caos, do caos à lama


Mariana (MG) - Barragens de Santarém e Fundão que romperam na quinta feira (5), trazendo destruição à zona rural de Mariana, em Minas Gerais. (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Por Henrique Santana e Patricia Iglecio
Foto em destaque: Antonio Cruz/Agência Brasil
Infografia: Henrique Santana

A Vaidapé entrou em contato com um ex-funcionário da Vale no município de Mariana, em MG, local que foi varrido pelo rompimento de duas barragens de rejeitos da empresa, na tarde da última quinta-feira (5). Ele conta sobre a violência que a região vive há décadas, hoje inundada de lama tóxica



“Eu vejo publicações dizendo que a barragem estourou por causa de um tremor da terra, como se fosse uma catástrofe natural. Isso já está embutido nas próprias chamadas dos jornais. A imprensa fala: ‘Rompeu-se a barragem’. Quem rompeu-se meu amigo? ‘O distrito foi inundado pela lama’. Como foi inundado? Brotou lama do solo e inundou? A mídia fala como se não tivesse responsáveis, mas a Samarco e a Vale são as responsáveis por isso.”

A frase acima é de Makely Ka, ex-funcionário da Vale S.A, vivido e crescido em Minas Gerais. Atualmente, não trabalha mais no ramo. Após cursar algumas faculdades, sem concluir nenhuma, passou a se dedicar exclusivamente à música, profissão que exerce até hoje. O emprego na Vale veio logo após sua formação como técnico em eletrônica, em meados da década de 90. Na época, morava no município de Mariana, região central de MG, hoje soterrado pela enxurrada de lama que se iniciou após o rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco, empresa controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP Biliton desde 2000.

A história da tragédia de Mariana já se desdobrou pelo país e deixou imagens de arrepiar a espinha. Os números também assustam. Até o momento, são ao menos 21 pessoas desaparecidas, seis mortes, dois corpos que não foram identificados e centenas de residências destruídas. Mais de 600 pessoas estão desabrigadas e alojadas no ginásio da cidade e em hotéis. A lama também chegará ao Espírito Santo e deve afetar o abastecimento de água de Baixo Guandu, Colatina e Linhares, ameaçando as atividades rurais das cidades e espécies de peixes dos rios.


“Eu vi pelo menos três acidentes. Eles não foram divulgados e essas notícias ficaram ali dentro. As mineradoras tem um controle muito grande sobre a informação que sai. Tem muito dinheiro em jogo”



A Samarco é a décima maior empresa exportadora do país e opera um grande complexo de mineração na região de Mariana. A poucos quilômetros de Bento Rodrigues, região em que o vazamento se iniciou, quase na divisa do distrito, está a Mina de Timbopeba – que também pertence à Vale. Foi lá que Makely trabalhou em 1994 e presenciou outras “catástrofes” que não viraram notícia. “Eu vi pelo menos três acidentes. Eles não foram divulgados e essas notícias ficaram ali dentro. As mineradoras tem um controle muito grande sobre a informação que sai. Têm muito dinheiro em jogo, eles são muito poderosos”, denuncia.

Uma das fatalidades vista por Makely chegou a virar pauta na imprensa local, em Mariana. Dois trens da Vale colidiram em cima de uma ponte na região e despencaram desfiladeiro abaixo. Os maquinistas que operavam a locomotiva morreram na hora. “Esse foi divulgado porque o pessoal do sindicato conseguiu fazer foto, mas não saiu nada em nenhum jornal do estado”, conta.



Os outros dois acidentes caíram no esquecimento da história. Em um deles, conta o ex-funcionário, um caminhão Haulpak passou em cima de um carro dentro da mina e matou as pessoas que estavam dentro. O ocorrido mal havia sido digerido e, no mesmo ano, outro trabalhador caiu dentro de um britador primário e “virou minério”.

“Essas notícias nunca saíram de dentro da mina. Claro que as famílias comentam, mas não vira notícia. E se isso tudo aconteceu no período de um ano e meio que eu passei lá, imagina o número de acidentes que vieram depois e foram abafados”, ressalta.

| Veja também: A jornalista Laura Carpiglioneesteve recentemente na região de Mariana. Ela denunciou uma estranha movimentação na condução das operações de resgate, sugerindo uma possível ocultação de cadáveres como forma de preservar a imagem da Samarco. Leia a reportagem aqui

Com o rompimento das barragens em Bento Rodrigues, uma amostra do descaso da Vale com as regiões exploradas pela mineração vazou para o mundo – mesmo que com o sujeito oculto pelas manchetes jornalísticas (veja mais abaixo).Bombeiros buscam sobreviventes no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana – Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) soltou uma nota após o ocorrido, denunciando que “as empresas Vale e BHP são responsáveis pelo rompimento. Há muitos anos, a comunidade vem alertando sobre os riscos. Ontem, na hora do almoço, trabalhadores ouviram estrondos, mas as atividades continuaram. Suspeitas de que um terremoto teria provocado o acidente não se sustenta visto que foi um tremor de baixíssimo impacto. Não havia nenhum mecanismo de aviso e socorro à população, como exigido em lei (…) A negligência das empresas é total”.

Para Makely, o desastre que tomou conta de Mariana e o descaso das empresas são só mais uma pegada de um dramático projeto de destruição que ele acompanha desde sua infância.Em 20 reportagens pesquisadas pela Vaidapé no portal G1, da Rede Globo, quatro mencionavam a Samarco na manchete. O nome da Vale não apareceu em lugar algum. Tirando uma chamada que carregava o nome da empresa, nas outras 19 matérias a palavra “Vale” apareceu apenas uma vez. Até mesmo na notícia que abordava o encontro do prefeito de Mariana com dirigentes da mineradora, a redação do G1 se limitou a dar apenas os nomes da Samarco e da BHP Biliton
O RASTRO DE DESTRUIÇÃO DA VALE

O município de Mariana compõe o chamado Quadrilátero Ferrífero, região mineira responsável por 60% de toda a produção nacional de minério de ferro. A área também engloba a cidade de Itabira, berço de dois expoentes brasileiros de bastante contraste: o poeta e escritor Carlos Drummond de Andrade e ela, a Vale do Rio Doce, fundada em 1942.O Tsunami de lama que saiu de Bento Rodrigues – Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
“Quando a Vale começou, Itabira era para ser uma cidade polo, com universidades de ponta, de pesquisa. E lá não tem nada. É uma cidade com alto índice de suicídio, inclusive porque a atividade mineradora é cada vez menor”

A história da Vale em Itabira marcou a carreira de Drummond, sobretudo pelo primeiro feito da empresa na região, quando o Pico do Cauê, cartão postal da cidade, se transformou em uma verdadeira cratera de extração de minério. O poeta eternizou a melancolia Itabirana em “A montanha pulverizada”, de 1973, época em que a Mina do Cauê já se consagrava uma das maiores frentes de extração da América:
Adicionar legenda
“Esta manhã acordo e não a encontro,
britada em bilhões de lascas,
deslizando em correia transportadora
entupindo 150 vagões
no trem-monstro de 5 locomotivas
– trem maior do mundo, tomem nota –
foge minha serra vai,
deixando no meu corpo a paisagem
mísero pó de ferro, e este não passa.”

— Carlos Drummond de Andrade

Makely partilha do sofrimento de Drummond. Nascido em Valença do Piauí, sua infância foi em Minas Gerais, estado que mora até hoje, sempre em áreas diretamente impactadas pela exploração de minério. Ele também relembra a trajetória da Vale em Itabira, que tem um começo tão trágico quanto seu final.

“Quando a Vale começou, Itabira era para ser uma cidade polo, com universidades de ponta, de pesquisa. E lá não tem nada. Digo isso porque minha família é de lá. É uma cidade com alto índice de suicídio, inclusive porque a atividade mineradora é cada vez menor, já que a lavra [extração de metais] está diminuindo”. A previsão é que nos próximos 20 anos a extração de ferro na mina se esgote e a cidade fique sem perspectivas, já que, nas últimas décadas, a economia de Itabira girou quase que exclusivamente em torno da Vale. A lógica da empresa é “simples”, conta Makely, “termina a lavra, a Vale vai explorar outras áreas e acabou. Em Barão de Cocais, onde vive minha mãe, a Vale chegou há 10 anos causando muita comoção. Mas eles vão lá explorar o minério. Depois que acabou, tchau!”, conclui.
O IMPACTO SOCIOAMBIENTAL NAS ÁREAS DE MINERAÇÃO

Após o Tsunami de lama que varreu Mariana, o coordenador de fiscalização de pesquisa mineral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão responsável pela fiscalização das barragens, declarou que o rejeito de minério de ferro é classificado como inofensivo à saúde. Para ele, mesmo que haja contato com a água do rio, o consumo desta não será prejudicado. A Samarco reiterou a afirmação.

No entanto, outros municípios afetados pela enxurrada não partilham da mesma opinião. Os rejeitos das barragens de Bento Rodrigues desceram vale a dentro, atingiram o leito do Rio Doce e já chegam no Espirito Santo. Em grande parte das cidades atingidas pela onda de lama, o abastecimento de água foi suspenso, depois que órgãos fiscalizadores detectaram substâncias como mercúrio e alumínio nos rejeitos. Biólogos e ambientalistas já alertam para milhares de quilômetros de oceano que serão impactados quando o liquido chegar ao litoral – isso sem contar as extenções de terra já atingidas. Uma catástrofe ambiental sem precedentes no Brasil.




O tsunami tóxico que escorre pelos vales mineiros – Foto: Corpo de Bombeiros

“Essa lama é extremamente tóxica. Eu acho muito irresponsável dizer que não é, porque você sente o cheiro. Claro que é tóxico! Se você entra em uma área de flotação de uma mineradora você já sente o ar pesado. Então manda quem disse que não é tóxico entrar, tomar banho de lama, porque eu tenho certeza que nenhum deles faz isso”, ironiza Makely, fazendo referência as afirmações da Samarco e do DNPM.
“Manda quem disse que não é tóxico entrar, tomar banho de lama. Porque eu tenho certeza que nenhum deles faz isso”

A área de flotação, citada pelo músico, consiste em grandes tanques, onde o minério britado passa por um processo de decantação através de reagentes químicos, que separam o ferro que será extraído de outros componentes. O rejeito que vai para o fundo do tanque é escoado para a barragem e toda a área do entorno dessa tem o acesso proibido.

Makely explica que, inclusive, existe um grave problema de saúde pública. Por conta da quantidade de ouro que fica no rejeito, são muitos os casos de pessoas que entram ilegalmente nas barragens para garimpar e acabam parando nos hospitais por doenças ou intoxicações.

No terceiro semestre deste ano, algumas semanas antes do rompimento das barragens, a Vale anunciou seu recorde histórico de produção de minério: mais de 88 milhões de toneladas, O feito ocorreu mesmo em um período de desaceleração da economia, sobretudo pela queda nas exportações para a China, principal consumidora do Brasil. O preço do recorde, por outro lado, é alto. A mineração exige uma enorme captura de água para a extração e escoamento do minério. Nesse processo, a água é contaminada com uma série de reagentes químicos e substâncias tóxicas, tornando-a inutilizável.Mar de lama: moradores observam a catástrofe do alto – Foto: Gustavo Ferreira- Jornalistas Livres

Na região de Mariana e do Quadrilátero Ferrífero, a principal fonte de água provem de duas das mais importantes bacias hidrográficas de Minas Gerais, responsáveis, inclusive, por grande parte do abastecimento de Belo Horizonte. Essa água é desviada da população e de comunidades de pequenos agricultores para os dutos sedentos das mineradoras.
“Conceição do Mato Dentro é uma situação de calamidade pública. Pessoas chegam em situação análoga à escravidão. Aumentam os índices de prostituição, de violência, de gravidez na adolescência, de uso de drogas. Uma situação trágica que vem a reboque da mineração”

Makely atenta que, para além dos impactos ambientais, os danos sociais causados pela mineração brasileira são imensuráveis. Um caso que marca a vida do músico é a história de Conceição do Mato Dentro, também em MG. A cidade tem cera de 20 mil habitantes e hoje vive em uma situação de miséria, com altos índices de uso de drogas e violências de todos os tipos.

“É uma situação de calamidade pública. As mineradoras trabalham com empresas terceirizadas, que, por sua vez, contratam mão de obra de regiões pobres no norte e nordeste. Essas pessoas chegam, muitas vezes, em situação análoga à escravidão”, conta Makely, que descreve a cena de um filme de horror. “Você não acredita o número de casos de gravidez que acontecem nessas regiões. O cara passa ali, engravida uma, engravida duas e vai embora, porque ele é funcionário de uma empreiteira terceirizada. É uma situação muito dramática. Aumentam os índices de prostituição, de violência, de gravidez na adolescência, de uso de drogas. Uma situação trágica que vem a reboque da mineração.”



Ele completa a narração do cenário: “Parece uma paisagem de guerra, de guerra civil lunar. Um lugar dos infernos. Parece que passou uma draga ali, um furacão”.

Para Makely, os impactos causados pela mineração extensiva no Brasil são mais do que necessários para repensar as políticas de exportação. “Existe esse grande mito de que o minério sustenta a economia, de que sem a exportação do minério o PIB ia cair, ia gerar muito desemprego. É uma questão que a gente deve pensar. Qual é o custo real disso? São commodities vendidos muito barato. Você arranca o minério e vende ele para os chineses produzirem os eletrônicos e eletrodomésticos que a gente consome por um preço muito mais caro em relação ao que a gente vendeu para eles”, questiona. Ele completa problematizando o tipo de emprego gerado pela atividade mineradora, que segundo ele é, na realidade, um “subemprego”.
A MINERAÇÃO E O LOBBY POLÍTICO

Além da influência na mídia, já citada por Makely no início desta matéria, o setor da mineração e metalurgia é um dos mais ativos financiadores de campanhas eleitorais. Em 2014, o setor repassou R$ 47,7 milhões de seus cofres para parlamentares. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, no Congresso de hoje, 166 dos 513 deputados federais e 14 dos 81 senadores eleitos em outubro de 2014 foram beneficiados pelo montante.



Os dados das últimas campanhas eleitorais são reveladores. A Vale Energia doou R$ 2,5 milhões para a atual presidenta Dilma Rousseff (PT). Já o governador de MG, Fernando Pimentel (PT), recebeu R$ 1,8 milhão provenientes da Vale Energia e Vale Manganês.

A Comissão Especial para o Novo Código da Mineração, que tramita no Congresso, tem como relator o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG). Reeleito em 2014, o parlamentar recebeu R$ 380 mil de empresas de extração mineral.

Guilherme Mussi (PP-SP), outro integrante da comissão que discute o novo código, recebeu R$ 3,1 milhões da Indústrias Brasileiras de Artigos Refratários (Ibar) e R$ 250 mil da Vale. Também ocupa uma cadeira o deputado Luiz Fernando Faria (PP-MG), que registrou R$ 1,4 milhão em contribuições de oito empresas do ramo. A maior é da Vale, que doou R$ 800 mil.

Outro destaque da comissão é a deputada federal Rose de Freitas (PMDB-ES). Eleita também à uma vaga no Senado, Rose tem como primeiro suplente de sua cadeira na Câmara o empresário Luiz Pastore(PMDB), dono da Copper Trading, que doou um montante de R$ 1,2 milhão para a pemedebista. A parlamentar que no total arrecadou R$ 2,9 milhões de empresas do setor, recebeu também da Indústria Brasileira de Metais (Ibrame), Bramagran Mármores e Granitos e Vale.

Makely dá um exemplo mais concreto da interferência de empresas do ramo da mineração no poder público. O caso se deu na criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela, em Minas Gerais, no final de 2014. Após uma batalha de anos travada por geólogos e ambientalistas, o projeto de criação do parque foi encaminhado para o governo federal. Resultado? A proposta original, de 38,2 mil hectares de mata preservada, foi para 31,2 mil. As áreas amputadas do plano original fazem parte, justamente, do perímetro destinado a extração do ferro do projeto Apollo da Vale, um dos maiores da mineradora no Quadrilátero Ferrífero, que é orçado em 4 bilhões de reais.
O NOVO CÓDIGO DA MINERAÇÃO

A maioria das cadeiras da comissão responsável pela votação do projeto são ocupadas por parlamentares que receberam verba de empresas do ramo da mineração. O novo código foi elaborado para alterar regras que foram estabelecidas durante a ditadura militar. Entre os critérios que devem ser alterados estão: o regime de prioridades, que significa que o primeiro a entrar com o pedido de pesquisa tem o direito de lavrar posteriormente, e o tributo que incide sobre a extração, a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFM), o chamado “royalty da mineração”.



A mineração no Brasil é sinônimo de ferro, principal produto de exportação do país, praticamente 70%. Além disso, é o maior recolhedor de impostos. O segundo é o ouro, mas, mesmo assim, os valores são discrepantes. Enquanto o ferro arrecada US$30 bilhões anualmente, o ouro alcança U$2,3 bilhões, seguido pelo nióbio com US$1,8bi e o cobre US$1,5bi.

As indefinições sobre as novas regras que passarão a vigorar sobre o setor de mineração não pretendem comprometer as arrecadações da CFEM, permitindo que continue como uma atividade predatória e neoliberal.

Desde 86, Minas Gerais já sofreu com 6 rompimentos de barragens, ainda que nenhum tenha tomado as proporções do último desastre. Para Makely, o Estado brasileiro carrega uma responsabilidade histórica pelo ocorrido em Mariana e tantas outras atrocidades cometidas pela extração predatória, que tem na Vale, a maior mineradora do Brasil e a segunda do mundo, o símbolo máximo desse processo. “A gente tem uma política desenvolvimentista que é a mesma que foi implantada em 1940, baseada na exploração dos recursos naturais. Nós somos hoje o grande exportador de commodities, não só minério, mas outros recursos, como a soja. A gente não tem desenvolvimento em tecnologia, em indústria de transformação, em nada. É o mais baixo grau de produção humana”, afirma.

Músico que é, Makely encerra suas considerações citando um colega de profissão: “O Tom Zé costumava dizer que a bossa nova elevou o país de exportador de commodities a exportador de música, o mais alto grau de elaboração do intelecto humano. E a gente de repente voltou para o período pré-bossa nova. Como se a única forma de manter a balança comercial e o PIB do país fosse a exportação desses recursos esgotáveis. Porque é isso, acabou a exploração acabou tudo.”

Foto: Gustavo Ferreira / Jornalistas Livres
Fonte: http://vaidape.com.br/blog/2015/11/da-vale-ao-caos-do-caos-a-lama/

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A farsa Ianomâmi – A raça índigena que nunca existiu




Há algum tempo existiu na televisão num desses programas humorísticos um quadro em que uma bela loura com carregado sotaque americano, ao final de cada historinha contada pelo seu patner, ela ensejava: – Brasileiro é tão bonzinho… É verdade! E maior verdade ainda é “político brasileiro é tão bonzinho” que entrega de mão beijada nossas estupendas riquezas por um preço para o custo país – ínfimo – mas, para eles vantajoso. E nessa política eles seguem dilapidando o patrimônio nacional, uma vez que, não encontram a menor resistência por parte de nenhum dos poderes constituídos do país. O caso mais VERGONHOSO e IMORAL é o da dermacação de áreas índigenas, especialmente, das reservas Ianomami e Raposa do Sol. Foi o ex-presidente e hoje senador Collor quem decretou a demarcação, por pressão dos Estados Unidos, da vastíssima “Reserva Ianomami”, de cerca de 97 mil Km2, destinada a uma suposta preservação da referida tribo. Tal reserva, além de chamar à atenção pela enorme área em relação à pequena população indígena lá existente, ainda uma parte se encontra situada na faixa de fronteira de 150 Km, o que desrespeita o parágrafo 2º, inciso XI, do Art. 20 da nossa Constituição.
No caso da reserva Raposa do Sol são 1.743.089 hectares para abrigar um punhado de índios, tudo de mentirinha.

Veja como se entrega o nosso “ouro” para os gringos

O estudo “A Questão Minerária na Amazônia: a Coincidência das Áreas Indígenas”, do vice-governador de Roraima, Salomão Cruz, e do economista Haroldo Amoras, aponta a relação entre as áreas demarcadas ou pretendidas pela Funai com os minérios.

“Apesar de entidades desmistificarem a tese que a demarcação de terras indígenas não são efetivadas considerando os veios minerais que lhes percorrem o subsolo, suas ligações com ONGs e as ligações destas com financiadores externos, as coincidências levam a crer o contrário, basta analisar a ampliação destas e a possibilidade de existência de minérios apontados pelo Projeto Radam no final dos anos 80”, diz o estudo.
Os autores citam como exemplo o ocorrido na Gleba Noroeste (37) na área Yanomami; “É visível o caminho percorrido buscando a sinuosidade apresentada pelos veios minerais, sendo notória a área pretendida Raposa Serra do Sol e as curvas sofridas pela ampliação da área Yanomami – Gleba Noroeste (37). Parte desta gleba estava fora da área pretendida pela Funai e após a descoberta de fosfato pela CPRM, a reserva foi ampliada, excluindo 27 propriedades rurais, a maioria detentoras de título definitivo ou posse”.
A reserva Yanomami é uma das mais ricas reservas minerais do planeta. É nela que se encontram as maiores jazidas conhecidas de nióbio do mundo, metal considerado de alto valor estratégico. Segundo o relatório da Comissão Externa da Câmara, o nióbio é “mais leve que o alumínio, quando adicionado ao aço, sua resistência é muito superior à de chapas blindadas de aço cromo-niquelado, o que explica o grande interesse da indústria bélica por esse mineral. Ele é usado na construção de cosmonaves e satélites, por ser resistente ao frio cósmico e ao impacto de pequenos meteoritos, além de ser um grande condutor: um arame com espessura de um fio de cabelo tem a mesma condutividade de um cabo de cobre de uma polegada”.
A jornalista Rebecca Santoro nos conta sobre a farsa dessa tribo IANOMAMI que nunca existiu, uma tribo defendida pelas ONGs estrangeiras de picaretas que infestam e infectam a nossa Amazônia e abençoada pelos “verdes”, como Marina Silva, que endossam esse crime que está sendo praticado contra o nosso país.

Índio quer apito e gringo quer nióbio
→ O Almirante Gama e Silva, em 21 de abril de 2008, publicou o artigo ‘Ianomami! Quem?’, no qual falava sobre o livro “A FARSA IANOMÂMI”, escrito pelo Coronel Carlos Alberto Lima Menna Barreto, homem que conheceu Roraima muito bem, pois, comandou 2º Batalhão Especial de Fronteira naquele Estado, de 1969 a 1971, e, 14 anos depois, veio a ser Secretário de Segurança do antigo Território Federal. Este oficial, fazendo um estudo de obras publicadas por cientistas estrangeiros que pesquisaram a região na década iniciada em 1910, procurou provar que os “ianomâmis” haviam sido criados por estrangeiros.
Menna Barreto, além de outras fontes também fidedignas, afirma que coube a uma jornalista/fotógrafa suíça, CLAUDIA ANDUJAR, mencionar, pela primeira vez, em 1973, a existência do grupo indígena por ela denominado “IANOMÂMI”, localizado em prolongada faixa vizinha à fronteira com a VENEZUELA. Claudia teria sido ‘inspirada’ pela organização denominada “CHRISTIAN CHURCH WORLD COUNCIL”, ou CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS (CMI), sediada na SUIÇA, e que, por seu turno, é dirigida por um Conselho Coordenador instruído por seis entidades internacionais: “Comitê International de la Defense de l´Amazon”; “Inter-American Indian Institute”; “The International Ethnical Survival”; “The International Cultural Survival”; “Workgroup for Indigenous Affairs” e “The Berna-Geneve Ethnical Institute”.
Gama e Silva destaca, ainda, em seu artigo, texto integral do item I, das “Diretrizes” desta organização referentes ao BRASIL: “É nosso dever garantir a preservação do território da Amazônia e de seus habitantes aborígines, para o seu desfrute pelas grandes civilizações européias, cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico”.

A fotógrafa Cláudia Andujar que inventou a historinha dos ianomami

O Professor Marcos Coimbra é outro que afirma que a fotógrafa Cláudia Andujar inventou a pretensa cultura Ianomâmi, para designar todas as tribos dispersas pela região, “fossem quais fossem as suas origens, suas línguas e suas características culturais”. Coimbra lembra, também, que foi Claudia quem promoveu a criação da organização não-governamental “Comission for the Creation of the Yanomami Park” (CCPY), “que durante quinze anos pressionou por todos os meios o governo brasileiro no sentido de criar uma área exclusiva para aqueles índios, que totalizavam então pouco mais de onze mil pessoas. Em 1992, finalmente, foi vitoriosa”. (E, hoje, os índios estão lá, na reserva, morrendo) No artigo, o Almirante Gama e Silva também cita o Almirante Braz Dias de Aguiar, o “Bandeirante das Fronteiras Remotas”, que, ainda no cargo de Chefe da Comissão Demarcadora de Limites – Primeira Divisão, passou 30 anos dedicando-se a demarcar nossas fronteiras na Amazônia. Todas as campanhas de Braz de Aguiar foram registradas em detalhados relatórios, além dos trabalhos detalhados que fazia sobre determinadas áreas. Num desses trabalhos – O VALE DO RIO NEGRO – cita, nominalmente 25 tribos da região e mais as 15 famílias do grupo TUCANO, que eram dividas em três ramos. Em toda essa documentação não há uma só palavra sobre os tais dos Ianomâmis.
Livro do Coronel Carlos Alberto Lima Menna Barreto

Deu para entender como o brasileiro é bonzinho? De Collor ao governo Lula á Dilma o Brasil entregou aos 300 picaretas que querem dominar o mundo, um território que cabe a Europa e mais alguns países, que tem a maior reserva de minérios preciosos do mundo – dentre eles o nióbio – com base numa farsa humanista que tem como protagonistas 100 mil ONGs estrangeiras que exploram nossas riquezas. Enquanto tudo isto está acontecendo a sociedade, o Congresso e a mídia, estão discutindo o sexo dos anjos. Então, paciência, merecemos o governo pé de chinelo que temos. Merecemos ser gozados pelos portugueses pela entrevista mais ralé que um chefe de estado brasileiro já concedeu à imprensa internacional. Merecemos acreditar numa mentira proferida por um presidente da República no exercício do cargo negando a existência do maior caso de corrupção da história deste país – o Mensalão do PT – e ainda receber 110% de aprovação do seu governo tão mentiroso como esta falsa alegação. Merecemos sim, afinal o brasileiro é tão bonzinho…
Fonte: Lucio Neto